Por onde quer que eu caminhasse, via uma luz que me conduzia a lugares fantasiados pelo tempo. À distância, a luz da aurora prenunciava o encontro. Mas não seria encontro formal, como todos os encontros. Viria da tela deste computador, virtual, como tinha sido minha vida até aquele momento.

Algumas poucas palavras, mas que deixavam entrever que a fantasia poderia ser real. Apenas uma simples resposta a um pedido por uma mão que me tirasse da escuridão dos dias solitários.

Uma foto expressava o sorriso franco e espontâneo; difícil não ficar com os olhos presos àquela imagem, simples na foto, mas repleta de significados para a alma. Poucas palavras em resposta, mas a certeza de que o caminho era aquele, direto para a luz da aurora.

No primeiro encontro, a compreensível timidez, o medo de dizer alguma bobagem que pudesse afugentá-la. Era a primeira vez em muito tempo, que me sentia com vontade de dizer coisas há muito tempo sepultadas na cova de uma vida solitária e sem sentido.

Você estava ali, finalmente, depois de tantos desencontros, a redenção de um homem, que se sente novamente pronto para viver!

Eduardo Francalazzi

 

 

 

 

 

 


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