Não sei se sou coerente,
Ou se sou valente.

Não sei se tenho identidade,
Ou se sou covarde.
Não sei se sou castigo,
Ou um ser desiludido.
Uma crença perdida,
Ou uma oração sentida.

Quem sabe, eu seja apenas um
grão de areia,
insignificante ao vento que sopra,
Ou um sol ardente que seca a semente.
Talvez o adeus que apaga
a luz dos olhos teus

Ou quem sabe eu seja a busca que se perdeu...
A força da expressão
que fere com ingratidão
Uma causa febril
que não se ajusta à comunhão.

Ou uma lágrima caída,
que me faz perder a razão da vida

Quem sabe...


Cora Maria

 

 

 

 

 


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