Era tal como a solidão desta pedra assentada na areia. Embora o sol, embora a chuva, solitária, estava alheia... Veio a onda de mansinho, molhar a pedra com amor e carinho... E com o soprar do vento, a onda se fez cada vez mais forte avançando, dominando, encobrindo, possuindo... Imóvel, parada, não reagiu... Deixou-se banhar e amou o mar... Eu sou a pedra. Você é o mar. Não tenho domínio sobre este grande mar Apenas, me deixo banhar... Cora Maria junho/2000
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